Conheça tudo sobre Steve Rogers, o nobre Capitão América!

Capitão América é um dos super-heróis da Marvel mais antigos e mais populares de sempre, tendo sido criado mesmo antes da entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial. E, embora muitas pessoas que não sejam fãs de quadrinhos saibam muito sobre esse personagem, existem certos fatos importantes que qualquer verdadeiro aficionado deve saber.

Conheça então a fundo esse herói que resistiu ao sabor do tempo!

Mais velho que a própria Marvel

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Quando Steve Rogers ganhou sua HQ não existia ainda a Marvel, mas sim a Timely Comics. Inicialmente conhecida como Timely Publications, essa foi a mais antiga editora de quadrinhos de Martin Goodman e só em 1960 é que evoluiu para o que conhecemos hoje como Marvel Comics.

O personagem foi originalmente criado por Joe Simon e Jack Kirby em 1940, representando a vontade dos estadunidenses de entrarem na Segunda Guerra Mundial que se alastrava na Europa. 

Naquela época, os EUA ainda não haviam se envolvido no conflito, mas a dupla queria criar um personagem que enfatizasse seus sentimentos pessoais a favor da entrada do país na Segunda Guerra Mundial. Além disso, os super-heróis patrióticos eram também muito populares na época.

Quando Simon desenhou o esboço original do herói, ele escolheu para ele o nome Super American. No entanto, rapidamente percebeu que já existiam muitos heróis chamados "super" e, por isso, mudou o nome para Capitão América.

Em março de 1941, Capitão América estreou em sua própria HQ, o que era raro para um super-herói da época, com uma capa que o mostrava esmurrando Hitler. E, embora a HQ tenha vendido rapidamente mais de um milhão de exemplares, existiram também vários protestos relacionados com o sentimento pró-guerra que defendia. Isso até levou a que os escritórios da Timely Comics recebessem proteção policial em Nova Iorque.

Ultrapassando uma infância difícil

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Steve Rogers nasceu a 4 de Julho de 1920, durante a Grande Depressão, nos EUA, em uma família de imigrantes pobres.

Além de ser um garoto frágil, seu pai era abusivo. Steve assistia, sem poder fazer nada para o evitar, a episódios de violência doméstica entre seus pais Joseph e Sarah, que pedia a seu marido alcoólico para deixar de ser desempregado.

Seu pai acabou por morrer quando Steve ainda era um garoto e sua mãe faleceu de pneumonia quando ele estava terminando a escola.

Steve perguntou uma vez a sua mãe porque que ela não desistia de tentar mudar seu pai. Sarah respondeu que uma pessoa nunca desiste e esse se tornou no lema inspirador com que Capitão América sempre viveu sua vida.

Se tornando um Super-Soldado

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No início de 1940, chocado com as atrocidades nazis na Europa, Steve tentou se alistar no exército. Falhando os requerimentos devido a sua fragilidade e fraca saúde, ele foi convidado a se voluntariar para o Projeto Super-Soldado. O objetivo era melhorar os soldados estadunidenses fisicamente com a administração do Soro Super-Soldado do professor Abraham Erskine.

Rogers foi então levado para um laboratório secreto e, após as injeções e a ingestão do Soro, foi exposto a raios Vita, que ativaram e estabilizaram os químicos em seu sistema. O processo alterou sua fisiologia e ele se transformou de um garoto frágil em um homem no máximo de sua eficiência física.

Entretanto, um espião nazi, que observava o experimento, assassinou Dr. Erskine sem que ele tivesse deixado sua fórmula secreta em escrito. Rogers foi então o único beneficiário do poderoso Soro.

Seu escudo nem sempre foi circular

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O escudo do Capitão América nem sempre foi um círculo de vibranium. Sua arma original era um escudo francês decorado com as estrelas e riscas da bandeira americana.

Porém, a MLJ Magazines (que eventualmente se transformaria em Archie Comics) já tinha o seu super-herói patriótico chamado Escudo, o qual utilizava um símbolo ao peito muito parecido com a arma do Capitão. Simon e Kirby decidiram criar então o segundo escudo, aquele que nós conhecemos hoje, para os quadrinhos #2.

Porém, na história da HQ de Capitão América, a razão pela qual o escudo foi alterado se deve a outro evento. Durante suas missões na Segunda Guerra Mundial, Rogers conheceu T’Chaka, o líder da nação africana Wakanda e pai de T’Challa (Pantera Negra), que o presenteou com um fragmento do metal vibranium.

Já nos EUA, o metal foi utilizado em experiências pelo Dr. Myron MacLain, que acabou forjando o escudo acidentalmente e sem saber como o replicar. Rogers acabou por o utilizar devido a sua indestrutibilidade e habilidades aerodinâmicas.

Segunda Guerra Mundial e amizade com Bucky

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Além de trabalhar como agente de contrainteligência, Rogers foi também usado como um herói simbólico com o objetivo de contra-atacar a propaganda Nazi liderada por Caveira Vermelha. Para isso, ele usou um uniforme de seu próprio design, baseado na bandeira estadunidense e o codinome Capitão América.

Naquela época, Rogers conheceu a mascote do acampamento militar em que se encontrava, o adolescente Bucky Barnes. O garoto descobriu acidentalmente a identidade secreta do soldado e se ofereceu para ser seu companheiro de aventuras. Steve treinou então Bucky e a dupla compartilhou muitas aventuras pelo mundo contra os nazis e seu líder, Caveira Vermelha.

Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, os quadrinhos de super-heróis começaram a perder o interesse do público. E antes do Capitão América que nós conhecemos retornar, as audiências foram testadas com a HQ Strange Tales, envolvendo suas aventuras como parte da equipe Invasores, durante a Segunda Guerra Mundial.

Capitão América e Bucky se juntaram assim com o androide Tocha Humana, seu companheiro mutante Centelha e Namor, o Príncipe Submarino.

No final da Guerra, Capitão América e Bucky, tentando parar um drone experimental armado com explosivos, foram lançados nas águas geladas do Atlântico Norte. Bucky foi secretamente recuperado por operativos soviéticos e Rogers sobreviveu em um estado de animação suspensa congelado no gelo.

Capitão América foi usado como instrumento de propaganda

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É óbvio que o Capitão América foi criado como um símbolo dos EUA e seus inimigos eram os nazis que ele batalhou desde os anos 40. Porém, após a Segunda Guerra Mundial e antes de seu retorno como o herói que conhecemos hoje em dia, ele passou algum tempo servindo de propaganda na caça às bruxas comunista do presidente MacCarthy.

Durante esse período, o Capitão América encontrava espiões comunistas em todo o lado e os derrotava em nome dos EUA. Essa versão do super-soldado apenas durou um ano, felizmente, mas criou problemas para a Marvel assim que o Macartismo saiu de moda.

Então, no início dos anos 70, foi afirmado que o Capitão dos anos 50 simplesmente não era Steve Rogers, mas sim William Burnside, um louco professor de história demasiado obcecado com o super-herói.

Ele fez uma cirurgia plástica para se parecer com Steve Rogers e recrutou James Monroe, um jovem tão insano quanto ele, para incorporar a identidade de Bucky Barnes. A dupla conseguiu também pegar o Soro Super-Soldado, mas sem a adição de raios Vita, o que concedeu poderes para eles, mas muito instáveis. Sua insanidade forçou o governo a os manter presos através de criogenização até conseguirem ser curados de suas doenças mentais.

Esta versão oficial da Marvel explica que os dois loucos apenas alucinaram todos os comunistas que encontraram, deixando assim o verdadeiro Capitão América livre de toda a histeria comunista.

Ele não é o Primeiro Vingador

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Apesar do que pensamos hoje em dia, a equipe original dos Vingadores não incluía o Capitão América. Foram eles, na realidade que o encontraram enterrado no gelo em Vingadores #4, em 1964.

Após ser revivido, Rogers ficou devastado com a suposta morte de Bucky e com a perda de tudo o que ele conhecia. Aí, os Vingadores foram atacados pelo extraterrestre Vuk, que transformava os heróis em pedra. O Capitão confrontou o vilão, ajudando assim a restaurar os Vingadores e a destruir o traidor Namor, o Príncipe Submarino, que estaria por trás do ataque.

Foi após esse evento que o Capitão América foi convidado a se juntar à equipe dos Vingadores como seu primeiro recruta. Rapidamente ele criou estreitas relações de amizade com os membros fundadores, Thor, Homem de Ferro, Gigante (mais tarde conhecido como Homem-Formiga), a Vespa, Hulk e o mordomo dos Vingadores, Edwin Jarvis.

Porém, Capitão América rapidamente recebeu o estatuto retroativo de fundador e foi o único membro a permanecer na equipe após esta incluir Gavião Arqueiro, Mercúrio e Feiticeira Escarlate.

Foi assim que Capitão América se tornou indispensável na equipe e até os liderou usando seus conhecimentos vastos de táticas e experiência em batalha.

Novas amizades

falcão

Embora ainda se sentisse culpado pela morte de seu amigo Bucky, Steve Rogers começou a treinar os novos membros recrutados pela equipe Vingadores. O trio era considerado criminoso, mas ele não se deixou condicionar por seus passados e os ajudou a quebrar o ceticismo que existia em seu redor. Capitão América se tornou então no mentor e líder de Mercúrio, Feiticeira Escarlate e do rebelde Gavião Arqueiro.

Mais tarde, Rogers conhece e treina também Sam Wilson, que se tornará em Falcão, o primeiro super-herói afro-americano dos quadrinhos comerciais. Os dois estabelecem uma forte amizade e até ganham sua própria HQ, Capitão América e o Falcão, contando as aventuras da dupla.

Apesar de seu nome, Capitão América nem sempre foi nacionalista

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Capitão América percorreu um grande caminho desde seus tempos de pró-guerra e pró-EUA. Apesar de continuar amando seu país, Rogers teve seus momentos de dissidência quando as ações e ideais do governo estadunidense não eram compatíveis com os seus.

Durante o escândalo Watergate, Rogers ficou incerto de seu papel como símbolo de um governo corrupto e resolveu abandonar sua identidade como Capitão América se tornando em Nômade, o homem sem país.

Ele acabou reassumindo seu uniforme após seu nêmesis Caveira Vermelha ter assassinado um jovem fã que o tentou substituir como Capitão América. Aí, Jack Monroe finalmente curado de sua instabilidade mental, assumiu o alias Nômade.

Em outra época, Rogers também se tornou em um outro herói, O Capitão, mas uma série de eventos similares o levaram a retornar novamente à sua identidade original. Por fim, ele considerou que o Capitão América era o símbolo dos ideais estadunidenses e não de seu governo.

Guerra Civil

guerra civil

No famoso arco Guerra Civil e na sequência das incongruências que Steve Rogers vinha sentido relativamente ao governo, Capitão América se opõe à Lei de Registro de Super-Humanos.

Ele lidera então uma força de rebelião contra Homem de Ferro, o qual apoia a nova lei. Steve acredita que ao forçar todos os heróis a revelar sua informação ao governo iria colocar em perigo não só os super-humanos, mas também o conceito de liberdade em si.

Assim começa uma guerra civil que divide a comunidade de super-heróis que se juntariam ou às forças de Homem de Ferro ou à resistência de Capitão América, os Vingadores Secretos.

Durante a batalha final, as forças da resistência estariam quase saindo vitoriosas quando Rogers reparou que pessoas comuns se juntavam a Homem de Ferro. Horrorizado por ver que o conflito criado estava machucando as pessoas que ele lutava para proteger, o soldado decide se render às autoridades.

Outros assumiram a identidade de Capitão América

outros

Embora Steve Rogers seja o primeiro Capitão América e o mais conhecido, ele não foi o único que assumiu essa identidade.

Uma das versões mais notáveis do herói é William Nasland, que foi escolhido para assumir o papel de Capitão América quando Rogers e Barnes desapareceram no final da Segunda Guerra Mundial.

Outro é o próprio Bucky, que pegou na identidade do amigo, após este ter sido assassinado no final dos eventos do arco Guerra Civil.

Já na versão mais moderna dos quadrinhos, o Capitão América oficial é Sam Wilson, previamente conhecido como Falcão.

Apesar da identidade de Capitão América ter sido usada por vários homens, seus ideais representando a proteção dos inocentes e das liberdades pessoais de todos os indivíduos continuam bem marcados.

Digno de pegar Mjolnir

mjolnir

Existem provas de que Rogers é realmente digno de pegar Mjölnir, o martelo de Thor. A primeira vez que ele pegou em Mjölnir foi em 1998, quando o Capitão e Thor se juntaram contra Grog, O Esmagador de Deuses. Thor rapidamente ficou encurralado por inimigos, com seu martelo longe de seu alcance. Então Rogers conseguiu o levantar e atirar novamente a Thor.

A segunda vez que o martelo foi pego por Capitão América foi durante o arco Fear Itself. Desta vez, Steve conseguiu levantá-lo após Thor o perder em batalha.

Mais tarde, Thor congratula o Capitão por ter um coração puro e nobre o suficiente para o permitir pegar Mjölnir.

Capitão Lobisomem vs. Wolverine

lobisomem

Em uma história que opunha Capitão América a Sombra da Noite, a rainha dos lobisomens, o super-soldado é injetado com um novo soro que o transforma em lobisomem.

Apesar das alterações físicas, Steve continua sendo mais ou menos ele próprio e consegue então escapar a Sombra da Noite, lutando contra seus seguidores. Coincidentemente, ele encontra Wolverine durante sua fuga, mas se encontra tão enraivecido devido à luta que acaba atacando também o mutante.

Wolverine tenta parar o Capitão América, abrindo o seu ombro com uma ferida profunda. Porém, isso tem o efeito contrário e, chamando toda a força de sua raiva animal, Rogers corta o olho de Wolverine, o derrotando.

Os romances de Steve Rogers

romance

Steve Rogers romanceou Peggy Carter, uma lutadora proeminente durante a Segunda Guerra Mundial. Tudo se complicou quando ele ficou preso no gelo, acordando apenas décadas depois. Mas Rogers resolveu rapidamente esse problema, entrando em uma relação com a Agente 13 da S.H.I.E.L.D., que é na verdade Sharon Carter, sobrinha de Peggy.

Além destas histórias amorosas com as Carter, Steve esteve também envolvido com Feiticeira Escarlate e Bernie Rosenthal, uma estudante de direito.