10 coisas para descobrir sobre a Casa Targaryen de Game of Thrones

Targaryen é um nome que os fãs de Game of Thrones conhecem há vários anos, mas cuja história começa vários séculos antes dos livros ou da série. A família Targaryen deixou um legado monumental que arrepia e maravilha o coração de quem se atrever a conhecer.

Olhamos então para os livros de história de Westeros e compartilhamos alguns dos fatos e detalhes mais fascinantes da Casa Targaryen.

1. Originários de Valíria

Valíria

A Casa Targaryen é originária da Cidade Franca de Valíria, um império monumental que dominaria Essos, o continente oriental. Os Targaryen faziam parte das famílias mais nobres e poderosas de Valíria, também conhecidos como as Quarenta Famílias.

Embora possuíssem um estatuto social elevado, a Casa Targaryen não era um dos clãs mais importantes das Quarenta Famílias. Outras Casas disputavam a liderança de Valíria, embora não existissem oficialmente reis no império.

2. Traços únicos

Targaryen

Aqueles que são conhecidas como as características tradicionais de um Targaryen são, na verdade, traços típicos do antigo povo de Valíria. O cabelo da cor da mais brilhante prata ou do mais pálido ouro e os olhos de cor púrpura eram as principais características dos Valirianos.

Esta beleza rara não se encontrava em mais lugar nenhum do mundo e muitos apontavam como isso sendo prova do seu sangue não ser igual ao de outros homens. As velhas lendas Valirianas falavam de como este povo descendia de dragões e a afinidade com as criaturas corria no seu sangue,

Uma das explicações mais plausíveis para o visual diferente dos Valirianos era o fato de serem uma população isolada, algo que produziria características singulares. Com base na sua história familiar, os seus traços característicos eram algo que passaria de geração em geração através da prática de incesto.

3. Senhores de Dragões

Antiga Valíria

As Quarenta Famílias de Valíria eram também chamadas de Senhores de Dragões, devido à sua mestria e domínio sobre as imponentes criaturas. A capacidade de domar um dragão foi algo aprendido penosamente pelos Valirianos que os descobriram na cadeia vulcânica conhecida como as Catorze Chamas.

Os segredos para criar e domar um dragão foram passados de pais para filhos, não existindo um registro escrito destas artes. As lendas falam de que todo este processo envolvia magia poderosa. Nunca existiu um domínio dos dragões como aquele que os Valirianos tiveram, com o seu treinamento misterioso e uma ligação profunda a estas criaturas.

A Casa Targaryen tinha o hábito de vincular um dragão a um bebê, colocando o ovo do animal no berço do mais recente membro da família. Assim, humano e dragão cresceriam juntos e criariam uma parceria formidável.

Cada dragão aceita apenas um só montador e a ele pertence até o humano morrer. Mas com a esperança de vida de um dragão sendo muito superior à de um humano, aconteceu várias vezes que a mesma criatura tivesse diferentes montadores até morrer.

Durante centenas de anos, os Targaryen criaram suas feras extraordinárias no Fosso dos Dragões em Porto Real. Mas à medida que os anos foram passando, os dragões foram nascendo cada vez mais pequenos e frágeis até que o último (antes dos de Daenerys) nasceu durante o reinado de Aegon III.

4. Uma visão que salvou a Casa Targaryen da destruição

Perdição de Valíria

Foi Daenys Targaryen, a Sonhadora, quem salvaria a família do evento cataclísmico que ficaria na história como a Perdição de Valíria. Quando ainda era uma garota, Daenys teve um sonho profético no qual viu Valíria sendo destruída por forças incontroláveis. O seu pai e chefe de família, Aenar Targaryen, acreditou nela e todo o clã abandonou a Cidade Franca, enquanto eram ridicularizados pelas outras famílias poderosas.

Aenar levou consigo a família, sua enorme fortuna, cinco dragões e os escravos para a pequena ilha de Pedra do Dragão. Doze anos depois desta decisão, Valíria conheceu o seu fim trágico e misterioso no espaço de poucas horas.

Até hoje ninguém sabe dizer o que realmente aconteceu no orgulhoso Domínio Valiriano. A maioria acredita ter sido um cataclismo natural de proporções inimagináveis, provavelmente a erupção das Catorze Chamas em simultâneo. Outros viram na Perdição de Valíria a fúria dos deuses, castigando uma sociedade promíscua na sua idolatração. Existiram ainda rumores de magos assassinados que se dizia que eram os responsáveis pelos rituais que acalmavam o fogo dos vulcões.

Nunca saberemos os motivos que roubaram a vida a Valíria e a consagraram em histórias e lendas. Mas foi por causa da visão de Daenys que os Targaryen se transformaram nos únicos Senhores de Dragões a sobreviverem à Perdição de Valíria.

5. O significado do brasão

brasão Targaryen

Um dos símbolos mais famosos de Game of Thrones é o brasão Targaryen: um dragão vermelho de três cabeças sobre um fundo negro. É impossível não associar este clã aos dragões, mas o que realmente significa esta imagem?

O dragão de três cabeças simboliza Aegon Targaryen, O Conquistador, e suas duas irmãs, Rhaenys e Visenya Targaryen. Sob o lema "Fogo e Sangue", o trio familiar conquistou e unificou Westeros com uma determinação como nunca antes tinha sido vista no continente.

Ao escolher ter um só dragão com três cabeças, os Targaryen estavam a simbolizar a força da sua união.

6. Loucura Targaryen

Aerys II, o Rei Louco

Ao longo dos séculos que os Targaryen dominaram Westeros, existiu a ideia de que eles tinham uma certa inclinação para a loucura. Aerys II, pai de Daenerys, foi a encarnação máxima da loucura Targaryen e a maior representação dos perigos de um rei demente.

Em A Tormenta das Espadas, Sor Barristan Selmy explica a Daenerys como a sua história familiar está marcada pela loucura:

“Não sou um meistre para lhe citar história, Vossa Graça. Minha vida foram as espadas, não os livros. Mas qualquer criança sabe que os Targaryen sempre dançaram demasiado perto da loucura. Sei pai não foi o primeiro. O Rei Jaehaerys disse-me um dia que a loucura e a grandeza eram dois lados da mesma moeda. ‘Sempre um novo Targaryen nasce’ disse ele, ‘os deuses atiram uma moeda ao ar e o mundo segura a respiração para ver de que lado cairá.”

Curiosamente, esta doença pode não se manifestar nos primeiros anos de um descendente Targaryen. Veja-se o caso de Aerys II, que começou seu reinado como um líder benevolente e generoso, e terminou conhecido como o Rei Louco.

Existe a crença de que o sangue da Antiga Valíria tem poder mágico, o mesmo sangue que corre nas veias Targaryen. A instabilidade mental desta grande Casa é explicada por alguns como consequência do desaparecimento da magia no mundo e pela extinção dos dragões.

Mas a “Loucura Targaryen” pode simplesmente ser explicada como um efeito secundário do incesto praticado há séculos nessa família.

7. Não, os Targaryen não são imunes ao fogo

Daenerys Targaryen

Game of Thrones demonstrou várias vezes que Daenerys Targaryen é imune ao fogo, e muitos fãs acreditam que isso é algo típico dos Targaryen. Mas o próprio George R.R. Martin já esclareceu que isso não é verdade. Em resposta a uma fã, o autor esclareceu a confusão:

“Targaryens não são imunes ao fogo! O nascimento dos dragões de Dany foi um milagre único, mágico, maravilhoso. Ela é chamada a Não Queimada porque ela entrou nas chamas e sobreviveu. Mas seu irmão certamente não foi imune àquele ouro derretido.”

Nos livros, quando Daenerys sobrevive à pira funerária de Khal Drogo, ela fica careca, seu cabelo consumido pelo fogo. Embora não sejam imunes ao fogo, é um fato da saga de que os Targaryen têm uma tolerância muito mais elevada ao calor que outras pessoas.

A história do clã está repleta de casos de vários Targaryen morrendo queimados pelo fogo, das mais diferentes formas.

8. Os segredos da Fortaleza Vermelha

Fortaleza Vermelha

Na história de Westeros, um nome se destaca como o pior rei de todos os tempos: Maegor, O Cruel. O seu reinado foi um banho de sangue do início ao fim, e são vários os contos de terror que rodeiam esta figura. Mas uma das histórias mais interessantes é justamente sobre uma das maiores construções do reino, a Fortaleza Vermelha.

O gigantesco castelo iniciou sua construção pelo rei Aegon, sendo continuado por Aenys e finalmente terminado por Maegor. Mas quando o tirano continuou o projeto, ele decidiu acrescentar inúmeros segredos à Fortaleza, como túneis, passagens secretas e alçapões. Quando finalmente o seu grande projeto foi concluído, Maegor selou a Fortaleza com sangue.

O rei ofereceu uma festa longa de três dias para todos aqueles que estiveram envolvidos na construção do castelo. Depois da festança, cada um deles foi morto para que nunca revelassem os segredos da Fortaleza Vermelha. Maegor, o Cruel desejava ser apenas ele o conhecedor de cada mistério do castelo.

9. Foi uma guerra familiar que matou a maioria dos dragões

Dança dos Dragões

A Dança dos Dragões é considerada uma das guerras mais brutais da história de Westeros, tendo dividido a família Targaryen ao meio e deixado o reino mergulhado em caos.

Antes do rei Viserys I morrer, ele tinha declarado que Rhaenyra, sua primogênita, seria a herdeira ao Trono de Ferro. Quando o rei finalmente morreu, o seu último desejo foi desafiado pela sua viúva, Alicent Hightower, e Sor Criston Cole. Ambos conspiraram e coroaram o filho de Alicent, Aegon II, como o novo rei de Westeros.

Rhaenyra Targaryen recusou reconhecer seu meio-irmão Aegon como o novo rei, pois o Trono de Ferro era seu por direito. E assim nasceu a Dança dos Dragões, uma guerra de sucessão que viria a enfraquecer profundamente a Casa Targaryen.

Nas várias batalhas da Dança, vários dragões pereceram nas lutas que mancharam todo o reino de sangue. Nunca na história dos Targaryen, houve maior representação do seu lema “Fogo e Sangue”.

Ambos os pretendentes ao trono morreram, e foi o filho de Rhaenyra quem se tornou rei e ficou conhecido como Aegon III. Dizia-se que este rei tinha medo de dragões desde que tinha visto sua mãe ser devorada viva por Sunfyre, o dragão do seu tio.

Quando Aegon III se sentou no Trono de Ferro, existiam ainda quatro dragões: Asaprata, Manhã, Ladrão de Ovelhas e Canibal. Mas foi ainda durante o seu reinado que a última criatura fantástica morreria, e Aegon III ficaria na história como a “Desgraça dos Dragões”.

10. A importância do nome Blackfyre

Rebelião Blackfyre

Antes de Blackfyre ser sinônimo de rebelião, esse era o nome de uma das espadas de aço valiriano da família Targaryen. Foi com Blackfyre que Aegon I conquistou Westeros e a espada tinha passado de geração em geração, das mãos dos reis para os seus herdeiros legítimos.

Mas um rei desafiou a tradição: Aegon IV, o Indigno. O velho monarca deu a espada Blackfyre a um dos seus bastardos, Daemon Waters, cuja mãe era Daena Targaryen, prima do rei. Além da espada, Aegon IV deu terras e várias honrarias a Daemon, que agora assumia o nome Blackfyre.

Assim nasceria a Casa Blackfyre e os problemas estavam só agora a começar. Antes de morrer, Aegon IV legitimou todos os seus bastardos e surgiu a expressão “Grandes Bastardos” para os filhos com mulheres da nobreza. Quando o rei Indigno finalmente morreu, o seu filho legítimo Daeron ascendeu ao trono e se tornou Daeron II.

Mas muitas pessoas em todo o reino achavam que não era essa a vontade de Aegon IV. Mesmo sendo um bastardo, Daemon Blackfyre era visto como o verdadeiro sucessor do seu pai pois tinha sido dado a ela a espada de Aegon, o Conquistador.

Muitos nobres estavam ainda incomodados pelo papel do Dorne no reino de Daeron II. O novo rei era casado com Mariah Martell, e esta era uma união feliz mas mal vista por aqueles que temiam a influência dornesa. Foi no reino de Daeron II que foi finalmente selado um acordo entre o Dorne e os Targaryen, graças ao matrimônio entre o Maron Martell, príncipe dornês, e Daenerys Targaryen.

Um líder pacificador tinha conseguido unir todos os reinos de Westeros mas grande parte da nobreza não concordava com esta abordagem pacífica. Eles consideravam que os senhores de Dorne tinha ficado com direitos e privilégios que outras famílias não tinham – e o nome de Daemon Blackfyre foi novamente sussurrado como o melhor rei para Westeros.

Sor Aegor Rivers, o temível Açoamargo, era outro dos Grandes Bastardos e muito próximo de Daemon Blackfyre. Os ouvidos de Daemon foram envenenados por Açoamargo, junto com os sussurros de vários nobres que o queriam no trono.

Vários anos de tensão rebentaram finalmente com a primeira revolta de Daemon Blackfyre contra o seu irmão e rei. Essa seria a Primeira Rebelião Blackfyre, na qual os rebeldes inverteram as cores do brasão Targaryen e surgia assim o símbolo do dragão negro em um fundo vermelho. As batalhas entre os irmãos percorreram Westerosos e culminaram no Campo de Capim Vermelho. Daemon Blackfyre e seus filhos, Aegon e Aemon, morreram nesta luta final, mas Açoamargo conseguiu escapar para Tyrosh.

Seria o venenoso Aegor Rivers quem fundaria a famosa Companhia Dourada, um exército de mercenários com a missão de colocarem um Blackfyre no Trono de Ferro. Junto com Açoamargo, os filhos sobreviventes de Daemon Blackfyre se uniram à Companhia Dourada, mantendo viva a esperança da Casa bastarda.

Os Pretendentes Blackfyre continuaram a perturbar o reino Targaryen durante mais quatro gerações, até que o último descendente da linhagem masculina morreu às mãos de homens leais à coroa.