Tomb Raider (2018) é uma história de origem e a adaptação mais fiel de um videogame até aos dias de hoje. Mas, por vezes, a semelhança com o material original não basta para o público gostar de uma experiência cinematográfica. 

Após uma primeira parte promissora, infelizmente o filme deixa de impressionar assim que a ação toma conta da narrativa.

Confira nossa crítica sem spoilers de Tomb Raider (2018)!

O (re)nascimento de Lara

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O filme começa com Lara, uma menina de classe alta, vivendo em uma zona desfavorável de Londres, treinando kickboxing na academia local e entregando comida na sua bicicleta para pagar as contas.

É após a descoberta de uma mensagem secreta de seu pai, desaparecido no passado em uma expedição misteriosa, que Lara parte em uma missão para descobrir o que aconteceu, em uma ilha inabitada ao largo do Japão. Para isso, ela contrata o capitão Lu Ren e os dois partem na primeira aventura da heroína.

Ação repetitiva

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A ação de Tomb Raider (2018) é muito genérica para ser memorável. A forma como as armadilhas e os quebra-cabeças nos são apresentados é medíocre e pouco interessante.

Quando um videogame é adaptado à telona, o diretor se transforma no jogador principal. Aí, é a forma como ele vai montar a ação, da qual nós agora apenas temos um papel passivo, que vai ditar o sucesso das cenas. Aqui, Lara se torna em uma heroína de ação genérica, o que apenas pode acontecer no videogame, pois ela se metamorfoseia em cada um de nós.

No filme, Lara tem que ser alguém com quem nos possamos relacionar e não uma figura estática, saltando de perigo em perigo. Infelizmente, na segunda parte do filme tudo parece óbvio, deixando de lado o suspense e a complexidade narrativa.

Atores mal aproveitados

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Tomb Raider (2018) tem ao seu dispor bons atores que não aproveita devido, principalmente, a seu roteiro entediante e diálogos pobres.

Mathias Vogel, o vilão da ilha misteriosa representado por Walton Goggins, começa como um personagem promissor, tentando não dominar o mundo, mas simplesmente fazer seu trabalho e voltar para junto de sua família. Porém, tanto essa premissa como o talento do ator são desperdiçados com diálogos simples e infantis. Além disso, toda sua equipe de vilões mercenários é completamente unidimensional e dispensável.

Relativamente aos aliados de Lara, como o capitão Lu Ren e Richard Croft, ambos são um pouco mais explorados, mas não o suficiente para realmente estabelecerem ligações com o público.

Lara Croft continua sendo o melhor da franquia

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Tal como o novo game de 2013, o filme escolhe Vikander para representar Lara com o objetivo de transformar a personagem em uma heroína de ação legítima e não em um símbolo sexual.

Alguns fãs podem alegar que essa versão moderna não se encaixa nos moldes originais da personagem, cujo desenho apelava deliberadamente a fantasias masculinas. Mas, na verdade, essa mudança significa uma evolução. Assim se prova que nem os games nem os filmes precisam de sexualizar uma personagem feminina para fazer dela uma forte protagonista.

Em busca dessa nova visão mais humana de Lara Croft, Vikander se transforma em uma heroína de ação tão competente como qualquer homem, representando todas as suas cenas sem a ajuda de dublês. Além disso, a atriz consegue brilhar também nas cenas emocionais, fazendo de Lara Croft o melhor de todo o filme.