Crítica Brinquedo Assassino (2019): Muito sangue e pouca trama

Foi em 1988 que começou a saga do boneco que aterroriza os humanos. O filme original se tornou um clássico do horror, colocando medo de bonecos e suas características humanas no coração de uma inteira geração e dando origem a seis sequências, umas boas e outras más.

Então, o que dizer deste remake de Brinquedo Assassino? Deveria ou não ter sido feito?

Confira nossa crítica sem spoilers!

Uma sátira ao mundo moderno

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Uma das grandes diferenças do novo filme em relação ao original e que o coloca mais perto do público moderno é a temática tecnológica que vem associada a Chucky. No reboot, o boneco não ganha vida devido a um ritual vudu, mas sim, através de um microchip que incita ações violentas.

Aqui, vemos como os adultos fazem fila para comprar os bonecos que prometem trazer companheirismo a seus filhos assim que ligados à internet. Mas, claro que isso não será assim tão benéfico, ou isto não seria um filme de terror.

Na verdade, essa possibilidade vai levar a que Chucky consiga controlar todo tipo de dispositivos eletrônicos, com os quais a sociedade moderna quase já não consegue viver sem.

Sustos e gargalhadas

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Como esperado em um filme da franquia, a forma como Chucky acaba com suas vitimas promete fazer com que você salte da cadeira, mas também que liberte algumas gargalhadas. Isso é, sem dúvida, um ponto positivo no meio de personagens que apenas servem para serem descartadas e transformadas em rios de sangue.

Apesar de não ser o mais importante neste tipo de longas, um pouco mais de desenvolvimento dos personagens traria uma diferente empatia do público para com a trama. Felizmente, a voz dada a Chucky por Mark Hamill consegue trazer muito carisma ao boneco, com a melhor representação do ator desde Coringa na animação Batman: A Piada Mortal.

Nostalgia, nostalgia, nostalgia

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Tal como vários filmes e séries de hoje em dia, Brinquedo Assassino não só faz homenagem ao filme original, mas também brinca com a nostalgia sentida por todo o público que viveu os adorados anos 80 do século passado.

Além de várias referências como cartazes de clássicos de horror da época no quarto de Andy ou menções a Star Wars, a primeira parte do longa se parece com E.T.: O Extraterrestre, com Andy criando uma ligação afetiva com seu novo amigo Chucky.

Conclusão

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Se você estiver interessado em um filme que apele a sua nostalgia da década de 80 ou quiser simplesmente se entreter com muito sangue jorrado na tela e mortes divertidas, então você deve assistir a Brinquedo Assassino.

Por outro lado, não espere muito mais do reboot. A tentativa de aviso dos perigos da tecnologia ficou muito aquém do que outros longas de terror nos apresentaram, especialmente filmes japoneses do inicio do novo milênio como Ringu e Kairo.

Isso, aliado a personagens vazios de interesse, vão levar o público a esquecer muito rápido qualquer tentativa de trama. Mas também, quem vai assistir a Brinquedo Assassino é para ver Chucky em ação, certo?

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