Capitã Marvel | Tudo que mudou entre os quadrinhos e o filme!

Como já seria de se esperar, a adaptação cinematográfica de Capitã Marvel mudou alguns fatos da história da heroína nos quadrinhos (sim, já assistimos ao filme!).

Isso é mais do que normal no caso de filmes baseados em HQs, que precisam escolher e resumir tanto dos arcos dos personagens de modo a apresentá-los no cinema e, no caso da Marvel, incluí-lo em seu Universo Cinematográfico (MCU).

Se o título desta matéria não foi claro o suficiente, vamos enfatizar aqui: estamos prestes a dar GRANDES SPOILERS de Capitã Marvel.

A origem da heroína

Origem diferente

Nos quadrinhos: A história de origem mais clássica dos poderes de Carol Danvers conta que a ex-piloto da Força Aérea Americana foi exposta a radiação após a queda de uma nave Kree na Terra e a explosão de um poderoso artefato chamado psicomagnetron.

Ao tentar salvá-la, o guerreiro Kree Mar-Vell também se expõe à radiação, que acaba misturando seu DNA ao de Carol, transformando-a em uma híbrida Kree/Humana.

No filme: O primeiro filme da Capitã Marvel aborda essa origem, mas com algumas mudanças. A nave Kree de fato cai na Terra após o ataque do Kree Yon-Rogg. Mas o que vem a seguir já vai por outro caminho.

Yon-Rogg quer tomar posse de um núcleo de energia criado por Mar-Vell para ajudar os Skrulls (!!!) a viajarem acima da velocidade da luz e escaparem da dominação Kree.

Após a queda, Mar-Vell jaz no chão sem vida. Carol e Yon-Rogg se encaram com o núcleo de energia entre eles, ainda na aeronave abatida. Carol, então, decide destruir o artefato para que o Kree não o use como uma arma.

Ao atirar no núcleo, ele explode, mas ela acaba absorvendo toda sua energia. Percebendo isso, Yon-Rogg a leva para Hala, onde faz uma transfusão de seu próprio sangue para transformar aquela humana, agora com tanto poder, em uma híbrida Kree.

Além disso, a líder Kree, Inteligência Suprema, dá a Carol (agora conhecida como Vers) uma espécie de microchip, acoplado a sua nuca, que seria a fonte de poderes como seus canhões de fótons. Sem suas memórias, Carol é convencida de que pertence a Hala e de que o lado correto da luta é o Kree.

A Mar-Vell!

Capitã Marvel Mar-Vell

Nos quadrinhos: Nas HQs, Mar-Vell é o primeiro "Captain Marvel", que no português foi traduzido como Capitão Marvel. O personagem tem vários arcos de histórias nos quadrinhos da Marvel Comics. Chega a lutar ao lado de Carol várias vezes.

Yon-Rogg o via como um rival por ser apaixonado pela Kree com quem Mar-Vell mantinha um relacionamento. Por isso, tentou matá-lo várias vezes, em um delas causou a explosão que mistura o DNA do herói ao de Carol Danvers.

No filme: Como muitos já especulavam, no filme, Mar-Vell é uma mulher. Interpretada pela atriz Annette Bening, Mar-Vell é uma guerreira Kree que se voltou contra o militarismo do seu povo e passou a ajudar as vítimas da violência Kree: os Skrulls.

Na Terra, sob o disfarce de Wendy Lawson, Mar-Vell desenvolve o Projeto Pegasus (sim, aquele já citado em outros filmes dos Vingadores). O plano é construir uma forma de energia que permita os Skrulls viajarem acima da velocidade da luz, para escaparem dos Kree e encontrarem novos lares.

Por ter uma relação próxima com Carol, Mar-Vell tem sua imagem copiada pela Inteligência Suprema, que aparece com diferentes aparências para cada Kree, como forma de estabelecer uma relação mais próxima.

Forma Binária

Capitã Marvel forma binária

Nos quadrinhos: Nas HQs, Carol é sequestrada pela raça alienígena Brood, que deseja usar a genética Kree da heroína para proveito próprio. Porém, os experimentos que os Brood fazem na guerreira despertam um poder ainda maior do que os que ela sabia possuir.

Como a dimensão de seu novo poder é comparada à de um sistema solar binário, o novo estado de poder no qual Carol emana energia de todo seu corpo é chamado de Binário. Nos quadrinhos, a heroína chega a adotar o nome Binária por um tempo.

No filme: Na parte final do filme, Carol é capturada pelos Kree, que a levam novamente para falar com a Inteligência Suprema, acreditando que a líder alterará as memórias da guerreira e a trará novamente para o lado Kree.

Enquanto fala com a Inteligência, porém, Carol resiste ao controle mental e emocional da líder Kree. Em uma cena de superação, vemos Carol em várias fases da sua vida, levantando de diferentes quedas.

Após levantar dessa vez, a Capitã Marvel retira o dispositivo que supostamente lhe dava seus punhos de fótons, apenas para descobrir que o aparelho na verdade inibia seus verdadeiros poderes.

Carol, então se liberta da Inteligência Suprema e assume sua forma binária, com um poder com o qual os Kree não conseguem lidar e que faz até mesmo Ronan ver a heroína como uma arma em potencial para o futuro.

A linha do tempo como um todo

capitã marvel MCU

Aqui fica até difícil listar todas as mudanças que foram necessárias fazer para encaixar Capitã Marvel na linha no tempo do MCU. Na verdade, nos quadrinhos, Carol participa de vários dos arcos que já foram contados nos cinemas antes de seu primeiro filme.

Basta lembrar que a heroína já fez parte de equipes como Vingadores e Guardiões da Galáxia. Se fosse completamente fiel aos quadrinhos, o MCU precisaria ter apresentado a heroína há muito tempo.

Então fatores como sua relação com Nick Fury, o fato de o núcleo de energia criado por Mar-Vell ter sido construído a partir do Tesseract, Mar-Vell ser a fundadora do Projeto Pegasus, e Carol ter sido a grande inspiração de Fury para o Projeto Vingadores com certeza são pontos um tanto quanto diferentes dos arcos vistos nas HQs da personagem. Mas foram uma ótima forma de inseri-la no MCU!

Capitã Marvel estreia hoje, dia 7 de março, nos cinemas.