Assassin's Creed: qual o melhor e o pior jogo da franquia?

Inicialmente concebido para ser um spin-off de Prince of Persia, Assassin's Creed se transformou num dos produtos mais icônicos da Ubisoft. O game representou uma revolução para o gênero e há mais de 10 anos tem sido aclamado pelos fãs. 

Com o lançamento de Assassin's Creed Origins (2017), a franquia já conta com 10 títulos da série principal, mas com vários outros em spin-offs, DLCs, etc.  Em meio a tanta coisa é de se esperar que nem tudo sejam flores, certo? 

Foi uma tarefa difícil, mas conseguimos fazer um ranking com os melhores jogos da série principal de Assassin's Creed. Lembrando que essa lista reflete o nosso ponto de vista, portanto... Haters back off!

10. Assassin's Creed Unity (2014)

acreed unity

Plataformas: PS4 / Xbox One / PC

Unity teve um lançamento infeliz. Sofreu com a mudança para a nova geração de consoles (PS4 e Xbox One), fazendo com que o game tivesse o maior número de bugs e glitches da história da franquia. 

Além dos vários problemas de performance, o jogo também não apresenta uma história satisfatória, e o sistema de jogabilidade também parece ser complexo e pouco fluído.

Ah, mas os cenários são belíssimos. Os gráficos estão bem feitos, ambientando uma Paris renascentista, durante a famosa Revolução Francesa.

Neste capítulo temos novidades, como a introdução da Phantom Blade (Lâmina Fantasma), que tem o mesmo papel da já conhecida Lâmina Oculta; a possibilidade de personalizar o personagem; e o aumento na variedade de armas. 

Unity também traz um novo protagonista, Arno Victor Dorian. Para muitos fãs, Arno tinha tudo para ser um excelente personagem, mas não teve todo o seu potencial aproveitado na história. O legal também é ver outros personagens históricos ao longo do game, como Napoleão Bonaparte, Marquês de Sade e Maximilien de Robespierre, por exemplo.

O ponto alto de Unity talvez tenha sido a introdução do modo multiplayer co-op (cooperativo), fazendo com que seus amigos que estejam online possam te ajudar durante algumas missões.

9. Assassin's Creed I (2007)

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Plataformas: PS3 / Xbox 360 / PC

O jogo de estreia da franquia que revolucionou ao apresentar uma história original e jogabilidade inovadora (juntar stealth com action é um feito significativo, não concorda?).

A mistura de elementos de ficção-científica com cenários e acontecimentos marcantes na história da Humanidade fez com que Assassin's Creed atingisse o título de "game icônico" que carrega hoje em dia.

Mas, passados mais de 10 anos do seu lançamento, AC já sofreu várias reformulações, seja no sistema, na mecânica ou nos gráficos. As mudanças melhoraram a experiência de gameplay, fazendo com que o primeiro título da franquia se tornasse muito "básico" ao longo do tempo.

Outro ponto negativo era a sensação de constante repetição no gameplay, fazendo com que o jogador caísse num poço de monotonia após a primeira hora de jogo.

Para quem está por forma, neste primeiro game, Desmond vive a vida do seu ancestral sírio Altair, membro da Ordem dos Assassinos durante a Terceira Cruzada da Terra Santa.

8. Assassin's Creed Revelations (2011)

revelations

Plataformas: PS3 / Xbox 360 / PC

Revelations é o último jogo da "Era Renascimento" da série, assim como apresenta o desfecho da trilogia de Ezio Auditore, um dos personagens mais queridos dos fãs de Assassin's Creed. Outro ponto forte deste título é o icônico encontro entre Ezio, Desmond e Altaïr.

O game se passa em Constantinopla e mostra um Ezio mais sábio. Porém, enquanto Revelations traz uma história interessante, o jogo não agrada no seu sistema e mecânica. 

O sistema de produção de bombas é um dos destaques entre as novidades, mas que mostrou não ser tão útil ou empolgante como era imaginado. Podemos também citar outras coisas, como o hookblade, o paraquedas e as novas funções da eagle vision

Em suma, Revelations é um jogo relativamente curto, podendo ser completado em poucas horas, mas de modo fluído e divertido. Mesmo com algumas novidades, as mecânicas do jogo permanecem iguais aos dos seus antecessores.

Outro fato que pesou negativamente para Revelations foi a sensação de desgaste da série. A Ubisoft lançava um novo jogo da franquia a cada ano, fazendo com que alguns jogadores começasse a "enjoar" do game.

7. Assassin's Creed III (2012)

ac III

Plataformas: PS3 / Xbox 360 / Wii U / PC

Com desenvolvimento da Ubisoft Montreal, Assassin's Creed III foi concebido como um projeto ambicioso de renovação da série, que já começava a sofrer com o desgaste dos lançamentos anuais da franquia. 

Tudo está diferente em AC III: um novo continente para explorar, um novo mundo aberto gigantesco, um novo personagem assassino, novas mecânicas, etc. De fato o game trouxe muitas novidades, no entanto, a perfeição passa longe deste título.

O jogo está cheio de bugs, alguns personagens são bastante superficiais, as batalhas não são divertidas e o mundo aberto está pouco "povoado".  Em alguns momentos, andar de um lado para outro no mapa pode ser bastante entediante. Ah, e o desfecho dado a história de Desmond também não agradou nada aos fãs.

A Revolução Americana é o palco principal deste terceiro título numerado, que funciona como uma continuação direta de Revelations (2011). Desta vez, encarnamos Ratonhnhaké:ton (também conhecido por Connor), um dos ancestrais de Desmond Miles, que está lutando para conseguir evitar o Apocalipse de 2012. 

6. Assassin's Creed Rogue (2014)

rogue

Plataformas: PS3 / Playstation Now / Xbox 360 / PC

Desenvolvido pela Ubisoft Sofia, Rogue é a continuação do aclamado episódio IV da franquia: Black Flag. Desta vez o jogador encarna Shay Cormac, um Assassino/Templário, permitindo que tenhamos uma nova experiência no game ao usar métodos dos dois grupos rivais ao longo do gameplay.

No entanto, mesmo com um novo "ponto de vista", AC Rogue não trouxe muita inovação em comparação ao seu antecessor. Percorrer os mares das Américas durante o conflito Franco-Indígena é bastante interessante (principalmente as batalhas navais), mas não é nada que não tenhamos visto anteriormente em Black Flag.

Os bugs, a ausência de um modo multijogador e o ritmo fraco da história são alguns dos pontos negativos de Assassin's Creed Rogue. Por outro lado, serve para ligar algumas pontas que ficaram soltas na história da série, principalmente entre Assassin's Creed II e Assassin's Creed Black Flag.

5. Assassin's Creed Brotherhood (2010)

brotherhood

Plataformas: PS3/ Xbox 360 / PC

Em Assassin's Creed Brotherhood encarnamos Ezio Auditore, um dos ancestrais de Desmond, numa continuação direta de AC II. Aliás, talvez este tenha sido o principal problema em Brotherhood, pois fez com que o game se tornasse bastante previsível. 

Assim como o jogo antecessor, este também tem Roma como cenário principal. Apesar de algumas melhorias no sistema em comparação com os títulos anteriores, não vemos muitas novidades em Brotherhood

O destaque do game é a introdução do modo multiplayer online na franquia, permitindo que os jogadores possam escolher entre diversos personagens diferentes para se enfrentarem em mapas específicos.  

Fora isso, passado apenas um ano após o lançamento de AC II, Assassin's Creed Brotherhood não traz quase nenhuma melhoria gráfica. No entanto, o game não deixa de ser bastante divertido. A possibilidade de jogar com os amigos elevou a série para um novo patamar, definitivamente.

4. Assassin's Creed Syndicate (2015)

syndicate

Plataformas: PS4 / Xbox One / PC

Enquanto Unity, o game antecessor, trazia uma mecânica complexa, Syndicate muda totalmente e mostra um sistema bastante simples. 

A possibilidade de trocar de protagonista a qualquer momento ao longo do gameplay (sistema similar ao visto de GTA V) é a principal inovação trazida por Syndicate, com destaque para a primeira protagonista feminina da franquia.

Um dos pontos positivos de Syndicate é sem dúvida os gráficos. A ambientação de Londres da Era Vitoriana, que serve de palco para este título, está muito bem feita. 

O fato das missões serem um pouco repetitivas é um dos pontos negativos, mas nada que afete muito as horas de diversão que o game promete.

3. Assassin's Creed IV: Black Flag (2013)

black flag

Plataformas: PS3 / PS4 / Xbox 360 / Xbox One / Wii U / PC

Produzido pela Ubisoft Montreal, Black Flag é conhecido como um dos títulos mais populares entre os fãs da franquia. Afinal de contas, como uma história de piratas caribenhos pode ser chata?

Encarnamos o personagem Edward Kenway, um pirata bastante carismático que nos faz lembrar de Ezio em alguns momentos. Exploramos com Edward a Época Dourada da Pirataria, no início do século XVIII. Nesse aspecto o game manda muito bem nos cenários, com uma grande melhoria na sensação de "mundo aberto", característica esta marcante da franquia. 

O fato de Black Flag inovar com missões diferentes das habituais, explorando os mares do Caribe a bordo de um navio pirata, tudo isso em meio ao histórico conflito entre Assassinos e Templários, faz deste um dos jogos mais interessantes da franquia. 

Além dos mares, o jogador ainda tem grutas, plantações, aldeias, ilhas desertas, fortes e outros barcos para explorar e saquear. Black Flag é um jogo muito divertido e que conquista facilmente mesmo quem não é fã de Assassin's Creed.

2. Assassin's Creed Origins (2017)

origins

Plataformas: PS4 / Xbox One / PC

Fugindo totalmente ao que já estavamos acostumados em Assassin's Creed, Origins inova ao apresentar uma história que funciona como prólogo de todas as outras. 

Encarnamos Bayek, um medjai (espécie de militar que protege o Faraó) que vive no Reino Ptolemaico, no Antigo Egito. Com cenários de tirar o fôlego, temos a disposição um mapa enorme do Egito, recheado de missões secundárias e segredos a serem descobertos. 

O jogo traz inovações no sistema de lutas, além da possibilidade de domar algumas animais selvagens que podem ser usados posteriormente como aliados de Bayek. 

O sistema de upgrade de armas e a "árvore de habilidades" também dão um novo ar de RPG para este título. Todas essas novidades, aliadas ao enredo inédito e aos belos gráficos, conquistaram os críticos e os fãs. 

O fato da Ubisoft não ter lançado um novo jogo da franquia em 2016 foi positivo para Origins, pois o "anormal" hiato fez com que a série ganhasse um hype que não era visto há um tempo entre os títulos de Assassin's Creed.

É possível sentir um crescimento na lifeline de AC com Origins. A revigorada no gameplay que este jogo trouxe ajudou a reacender a chama da série, que há alguns anos está oscilando no coração dos gamers. 

Mesmo os poucos bugs e glitches não são capazes de tirar o brilho de Assassin's Creed Origins. É de fato uma excelente homenagem que a franquia poderia receber ao completar 10 anos de existência!

1. Assassin's Creed II (2009)

acreed II

Plataformas: PS3 / Xbox 360 / PC

Este é considerado o melhor título de Assassin's Creed pela maioria dos fãs. E o motivo para tanta admiração é mais do que justificado. 

AC II representou a afirmação da franquia na indústria dos games, aliando o desenvolvimento do conceito das viagens temporais com a introdução de um dos personagens mais icônicos que a séria viria a ter: o assassino Ezio Auditore.

Todos os erros de sistema vistos no primeiro jogo foram corrigidos e as side missions passam a agregar valor na história do personagem. Novas mecânicas foram adicionadas no game, que serviriam para potencializar e firmar de uma vez por todas o sucesso da franquia.

Assassin's Creed 2 é recomendado como jogo inicial para quem nunca experimentou nada da franquia. Também é considerado, por muitos, como a principal obra-prima da Ubisoft. E você, concorda?

Diga aí nos comentários quais são os seus jogos favoritos de Assassin's Creed, seja da série principal (que citamos aqui) ou da paralela, com DLCs, spin-offs, etc.