5 razões por que Coringa e Arlequina não é uma história de amor

Se tem casal bombástico no mundos dos quadrinhos, esse casal é Coringa e Arlequina. Uma dupla com uma química extraordinária e explosivos em todos os sentidos da palavras mas...será que isso é bom?

Não queremos dizer para você gostar ou não do Coringa, da Arlequina e até mesmo deles como casal! Mas essa é uma análise sobre por que eles estariam melhor longe um do outro.

1. Abuso verbal e físico a toda a hora

Coringa atirando em Arlequina

Qualquer pessoa que tenha assistido a Batman: A Série Animada ou lido as HQs, sabe o qunto Arlequina é humilhada por seu companheiro. O Coringa se diverte xingando a namorada, surrando ela, a abandona frequentemente e já tentou matar ela diversas vezes.

É até famoso o episódio em que ele enxergou o quanto estava apaixonado por ela e, lógico, decidiu meter a moça num foguete para acabar com isso.

2. Do efeito cômico à banalização

Coringa batendo em Arlequina

Inicialmente até podemos ver as brigas do casal como cenas de comédia pastelão, onde todo mundo levava uma torta na cara. Mas a escalada de violência entre os dois chega a níveis insanos.

Isso leva a uma banalização no modo como olhamos para o relacionamento dos dois. Vemos Arlequina levar pontapés nos quadrinhos e já encolhemos os ombros e dizemos “típico Coringa!” Sabemos que ela o perdoa sempre e descontamos tudo como ela faz.

3. “Isso é amor verdadeiro! Ele ama ela do seu jeito e ela nunca vai deixar ele!”

As memórias felizes do casal

Esse é o argumento de muitos fãs. Se a Arlequina realmente quisesse, deixaria o Coringa. Ela de fato já o deixou várias vezes, em breves momentos de lucidez. Mas o vilão sabe como manipular a Princesa do Crime, usando todas as mentiras e artimanhas.

Ele faz tudo isso para prender Arlequina por perto e assim alimentar seu ego. Ela é fiel, conhece seus segredos e faz de tudo para agradar ele. O Coringa não a ama porque não é capaz de amar ninguém.

4. Ela acreditou que o salvaria

Arlequina era a Drª Harleen Quinzel, psiquiatra do Asilo de Arkham. A jovem se interessou no difícil caso do Coringa e o tomou como seu paciente. Ao escutar as histórias de abuso infantil que o vilão sofreu, a psiquiatra sentiu pena dele e acreditou que conseguiria curá-lo.

Claro que o Coringa contou suas histórias para manipular e seduzir a garota. A razão pela a qual Arlequina quis estudar psiquiatria foi para entender o comportamento abusivo de seu próprio pai, e o que levou ao mundo do crime.

5. A romantização da violência

Coringa jogando Arlequina de um edifício

Arlequina é famosa por ter dito a frase “Às vezes você precisa juntar duas pessoas insanas para ter uma relação normal”.

Mas nada disso é mais que a vilã procurando justificar sua ligação com o Coringa. Mesmo com seus bons momentos – como qualquer casal – nada em sua história dá força a esse argumento. Quando estão juntos, estes vilões trazem à tona o pior um do outro.

Na primeira história de origem, Harleen escolheu ser vilã e se tornar Arlequina. O Coringa foi a peça decisiva que despertou sua transformação mas a escolha final foi dela.

É fácil entender o magnetismo que duas personalidades complexas, com histórias de vida trágicas, podem exercer um sobre o outro. Nós adoramos o Coringa e a Arlequina, mas eles estão bem melhor longe um do outro!