Mulher Maravilha 2: longa será o primeiro com política contra assédio

Mulher Maravilha 2 será o primeiro filme a ser produzido seguindo as normas contra assédio sexual implementadas pelo Sindicato dos Produtores de Hollywood (PGA). A nova política foi criada pelo PGA após pedidos de diretores e produtores, e teve, claro, forte estímulo da onda de acusações de crimes sexuais que tomou Hollywood nos últimos tempos.

O que significam as novas normas?

Mulher Maravilha

As novas regras foram publicadas na última sexta-feira - um dia antes do Producers Guild Awards, o prêmio do Sindicato - e fazem parte dos documentos iniciais da Força Tarefa Anti Assédio Sexual do PGA, criada em outubro do ano passado, quando tiveram início os escândalos sexuais do meio.

Conforme publicou o Variety, em uma declaração conjunta, os presidentes do PGA Gary Lucchesi e Lori McCreary ratificaram as normas.

"Assédio sexual não pode mais ser tolerado em nossa indústria ou entre os membros do Sindicato dos Produtores de Hollywood. Nós proporcionamos uma liderança chave na criação e manutenção de ambientes de trabalho baseados em respeito mútuo, então é nossa obrigação mudar nossa cultura e erradicar esse abuso."

As regras trazem definição de assédio sexual, protocolos para possíveis situações, recomendações de treinamento anti assédio sexual para todos os membros de uma produção, bem como outras medidas para evitar as ocorrências.

Sob a direção mais uma vez de Patty Jenkins, o novo longa da Mulher Maravilha, que se tornou um símbolo do feminismo por todo o mundo, será o primeiro a ser produzido conformes as novas normas. O anúncio foi feito pelo presidente do PGA durante a premiação deste fim de semana.

Mulher Maravilha 2 tem estreia prevista para o dia 1º de novembro de 2019. A personagem, porém, segue em cartaz no filme Liga da Justiça, ainda nos cinemas brasileiros.