Crítica Star Wars: Os Últimos Jedi - um dos melhores filmes da saga

Já assistimos a Star Wars: Os Últimos Jedi e temos muito para contar a você. Preparado para conhecer nossa opinião sobre um dos filmes mais aguardados deste ano? Então confira nossa crítica sem spoilers – e que a Força esteja com você!

Todas as emoções da galáxia

Rey

Star Wars: Os Últimos Jedi não é simplesmente mais um filme da franquia. Este é um capítulo que vai se tornar certamente dos mais amados de toda a saga estelar.

Durante 152 minutos, o filme não falha em nos emocionar, impressionar e surpreender. Com Os Últimos Jedi sentimos todas as emoções da galáxia, em uma jornada inspirada e inspiradora que nos faz sentir como se toda a história – que tão bem conhecemos – estivesse só agora a começar.

Este novo Episódio consegue alcançar com sucesso a difícil tarefa de balançar o respeito pelo legado histórico da saga e criar algo de novo e surpreendente. Existe uma reverência e dedicação ao passado neste filme, enquanto simultaneamente deixa sua marca inovadora e emocionante na saga intergalática.

O delicado equilíbrio entre ação, humor e coração

Poe Dameron

Uma das razões que tornou a franquia Star Wars em uma das mais populares de todos os tempos foi a sua história que balançava de forma perfeita a emoção com momentos de diversão e ação épica. Os Últimos Jedi vai buscar exatamente essa fórmula sábia, atualizando-a para os nossos tempos atuais e mostrando como ainda é uma receita de sucesso no cinema.

As cenas de ação, desde batalhas estelares a momentos de confronto individuais, não desiludem e oferecem momentos que nos fazem ficar boquiabertos com o que estamos assistindo. O humor é uma das grandes componentes desse filme, raramente usado para aquela gargalhada fácil, e sendo sim bem integrado na trama enquanto nos diverte.

Mas aquilo que realmente torna este filme especial é o seu coração. O roteiro não se limita a ser uma viagem do ponto A ao ponto B, com referências obrigatórias à franquia ou limitando a dar aquilo que o público espera. Essa é uma trama cuidada e com emoção em cada cena, das mais sutis às mais espetaculares, que nos faz sentir que aquelas histórias são reais, no meio de toda a insanidade intergalática.

Um mundo detalhado e cheio de surpresas

Luke Skywalker

Este filme está repleto de detalhes deliciosos que podem não ser logo notados da primeira vez mas que são um dos motivos que dão aquela vontade de voltar a assistir. É frequente algo acontecer no fundo de certas cenas, enquanto personagens em primeiro plano seguem sua história, sendo detalhes que dão profundidade a este mundo.

A inclusão destes pormenores lembra alguns games que têm todo um mundo acontecendo além do personagem que você está jogando. É impossível não lembrar de Skyrim, por exemplo, com seus NPCs e histórias independentes do grande Dovahkin.

Os grandes destaques do elenco (e como dizer adeus a Carrie Fisher)

Leia e Kylo Ren

Daisy Ridley está cada vez melhor como Rey, mostrando uma evolução impressionante desde que a vimos em O Despertar da Força. A atriz está mais agora mais confiante e mais sutil nas suas diversas expressões, sendo uma descendente perfeita dos protagonistas da trilogia original.

Adam Driver foi uma das maiores surpresas positivas deste novo filme, surgindo com uma força inesperada na sua atuação. O seu Kylo Ren / Ben Solo é tudo menos um personagem fácil de interpretar, mas Driver demonstra um entendimento que é evidente na forma como encarna Ren, muitas vezes sem precisar de falar.

O que poderemos nós dizer de Mark Hamill como Luke Skywalker que não tenha sido já dito por tantos outros? Hamill é perfeito como Luke, um personagem que envelheceu com ele e que lhe pertence somente a ele. Desde a primeira até sua última cena no filme, o ator é nada menos que perfeito na sua atuação, com seu Luke mostrando uma evolução impressionante desde a trilogia original.

Não é fácil para um fã ver Carrie Fisher no seu papel de Leia Organa agora que ela não está mais entre nós. Mas é com um legado poderoso que ela partiu deste mundo, entregando sua última interpretação de Leia como uma General firme mas justa, e dotando sua atuação de uma dignidade ímpar.

Por último, destaque ainda para Kelly Marie Tran no papel da determinada Rose Tico, uma surpresa luminosa no filme, e também para o veterano Oscar Isaac com seu Poe Dameron, um dos personagens mais interessantes desta nova trilogia.

A esperança como grande tema

BB-8

Tudo começou há décadas com com um desesperado apelo da Princesa Leia a Obi-Wan Kenobi, chamando ele da sua “única esperança”. Muitos anos depois, a esperança continua a ser a força mais importante da galáxia.

Presente em vários personagens e nas suas histórias, este poderoso sentimento é inspirador dentro e fora do filme, sendo fácil acender a centelha da revolução em cada um de nós. E esta é uma das várias razões pela qual Star Wars: Os Últimos Jedi chega na hora perfeita a este nosso canto da galáxia, iluminando o caminho nestes tempos sombrios e deixando sua marca como um dos melhores filmes da saga.