Crítica O Grito | Reboot parado não assusta e falha em diversos aspectos

O público que ama consumir o gênero de terror, com toda certeza, foi ficando cada vez mais exigente no quesito assustar. Isso porque, nem sempre uma boa premissa com espíritos e jump scares conseguem prender o espectador. E quando se fala de reboot de um filme, ele carrega um peso muito maior, porque muitos já conhecem sua história, como é o caso de O Grito.

Infelizmente, não foi uma boa ideia apostar em uma nova trama para o conhecido filme. Existem pessoas que já afirmam que as versões americanizadas do longa não são boas o suficiente. Essa nova versão conseguiu reunir tudo o que há de ruim em um novo rumo para contar a maldição que ronda a casa japonesa.

A apresentação da trama

O Grito reboot

Novo emprego. Nova vida. É basicamente isso que está em xeque na vida da Detetive Muldoon. Após perder o marido para o câncer, ela e o filho Burke se mudam para uma cidadezinha e decidem recomeçar suas vidas.

Entretanto, ao descobrir um corpo com sinais graves de violência em uma estrada fechada, Muldoon começa a entrar de cabeça em uma investigação sobre uma casa existente na cidade. Mesmo alertada para ficar longe, ela decide ir além e começa a desvendar os mistérios por trás de uma certa maldição.

Filme fraco e nem um pouco medonho

O Grito reboot

Quando falamos sobre filmes de terror, geralmente vem na nossa cabeça sustos, momentos angustiantes e aterrorizantes que envolvem os personagens, deixando o público sem fôlego. Em O Grito, é o que falta para o filme funcionar de vez, já que você ao assistir a nova versão pode cair em um real tédio.

O longa, por diversas vezes, é parado enquanto acompanha a história de Muldoon para desvendar o que há de errado com a casa em específico. O longa tem uma grande referência aos filmes originais, como a casa em que a maldição de Kayako começou. Entretanto, a história muda isso e traz a ambientação para uma casa no ocidente.

Tirando essa e outras duas referências que existem ali, como a aparição (nem cinco segundos direito) de Kayako e uma cena na banheira, o filme não tem nada a ver com o universo de O Grito. Ele se perde na tentativa de tentar consolidar isso.

É como se fosse uma versão mal feita e preguiçosa para uma história que há alguns anos conseguiu fazer muito alarde com os filmes de terror.

Jump scares ruins e narrativa bagunçada

O Grito reboot

Optar por jump scares para assustar os espectadores já não parece ser uma boa opção, mas dependendo de seu encaixe, funciona. Em O Grito, isso não acontece, porque é a pessoa olhar para a tela e prever claramente o que vem pela frente. Os sustos são completamente previsíveis e deixam a desejar, assim como as mortes que acontecem no filme. Elas não te cativam e não fazem com que você sinta medo do que é a criatura no longa.

No filme, a origem da Kayako foi totalmente ignorada para ambientar o filme em terras estadunidenses. É como se Kayako tivesse “contagiado” a mulher e ela trouxesse isso para sua casa no ocidente, deixando a maldição ali para quem entrasse. Inclusive há cenas em que referências a Kayako aparecem, mas você não sabe se é a criatura original, a mãe ou a filha que morreu dentro da casa.

A narrativa do longa pode fazer o espectador se perder pelo fato de serem três histórias no passado, ligados a casa, enquanto no presente existe Muldoon fazendo sua investigação. É algo notável e que dá pra levar, mas que pode dar um nó na cabeça de quem for assistir.

O veredito de uma versão fraca

O Grito reboot

Apesar de ter o nome de Takashi Shimizu, responsável pelas versão japonesa e americana do filme, esse filme não deveria ter sido cogitado. O diretor Nicolas Pesce não consegue fazer um bom trabalho e deixa tudo mais confuso com suas linhas do tempo, além de deixar o espectador mplorando para que acabe logo.

O Grito é, com toda certeza, uma experiência para não se passar, uma vez que o filme não prende, não assusta, não funciona. Ele basicamente está ali por estar, como se a ideia de um remake ou reboot com uma história tão fraca tivesse sido boa. Caso queira comprovar, assista com os seus próprios olhos e veja do que estamos falando.

O Grito estreia nesta quinta-feira, dia 13 de fevereiro.

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