CRÍTICA Homem-Aranha: Longe de Casa | O Aranha veio para ficar!

Depois de termos alguns meses para digerir os acontecimentos de Vingadores: Ultimato, Homem-Aranha: Longe de Casa chega aos cinemas com o tom mais leve dos filmes do teioso, mas também com o peso das consequências da Dizimação de Thanos e da ausência de Tony Stark.

Pela primeira vez nos cinemas, vemos o herói em outras icônicas cidades além de Nova York. Aos inimigos, juntam-se outros obstáculos: a adolescência e as emoções de um garoto de 16 anos que perdeu um amigo e sente o peso do mundo em suas costas.

Mesmo com algumas escolhas que podem ser problemas para alguns (e foram para mim), o filme entrega o que promete, é divertido, emociona e nos deixa nervosos em vários momentos.

Esta crítica não contém spoilers.

O mundo após a Dizimação

homem aranha longe de casa

Homem-Aranha: Longe de Casa começa com uma rápida e bem humorada explicação das consequências do estalar de dedos de Thanos (que até ganha um novo nome no filme). Mas o principal peso do que aconteceu na batalha contra o titã é a ausência de Tony Stark.

O filme, contudo, consegue abordar isso de forma sincera e por vezes emocionante e engraçada, o que faz com que Peter não fique à sombra do Homem de Ferro, mas que viva o peso da situação como um todo.

Problemas

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A inocência adolescente na qual o filme parece insistir na primeira metade do longa é um pouco irritante. Sim, Peter tem apenas 16 anos. Mas ele não é um adolescente comum. Já perdeu seus pais, seu tio, seu mentor. Já foi para o espaço, já participou de uma guerra (contra Thanos), já passou por inúmeros riscos de vida. Talvez essa inocência exagerada devesse ter ficado apenas no primeiro filme. Há outras características a se abordar da adolescência.

Mesmo entre seus colegas de turma, isso parece deixar a coisa toda meio boba, com destaque para o comportamento de Ned. As únicas coisas que ainda prendem nossa atenção a esse núcleo e nos impede de desejar que o filme apenas volte a mostrar Mysterio é a relação entre Peter e MJ e as trapalhadas dos professores.

Além disso, a Marvel faz escolhas de não mostrar cenas que, como fãs, gostaríamos de ter visto. Peter, por exemplo, apenas aparece apaixonado por MJ, sem nenhum grande contexto além do adolescente expressando suas emoções.

Mas se isso não incomoda tanto, talvez a cena inexistente da reação de May ao descobrir a vida dupla do sobrinho incomode um pouco mais. A descoberta foi a cena pós-créditos de Homem-Aranha: De Volta ao Lar e apenas não é abordada, nem com flashback de segundos, ou sequer com uma fala do herói. Fica aqui a torcida desesperada para não fazerem o mesmo com a cena mid-credits deste filme (inclusive, evitem spoilers!).

Holland e Gyllenhaal brilham

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Se os pontos citados acima foram problemas, eles acabam por aí. Tom Holland e Jake Gyllenhaal dão show de atuação e dinâmica. Gyllenhaal é o Mysterio. E é bem provável que os fãs dos quadrinhos não se decepcionem nada com a abordagem do personagem.

Holland, por sua vez, já conquistou novas e antigas gerações com seu retrato de Peter Parker. A capacidade de passar as emoções de um personagem é algo que o ator já provou saber fazer com maestria desde O Impossível, quando tinha apenas 14 anos e roubou a cena, mesmo dividindo a tela com nomes como Naomi Watts e Ewan McGregor.

E assim como J.A. Bayona fez em O Impossível, Jon Watts também sabe aproveitar as habilidades do jovem ator.

As cenas de ação e os quadrinhos

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Bem dosadas e muito bem produzidas e coreografadas, as cenas de ação conseguem deixar o espectador nervoso. Mesmo uma cena de alívio cômico, como a do ônibus, se torna um momento de ação com uma fotografia memorável.

O que poderia ter dado muito errado, numa abordagem de um personagem como Mysterio, dá muito certo. E as referências aos quadrinhos, com direito à capa de uma das HQs, é um presente para os fãs.

Happy

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É sempre uma delícia assistir a Jon Fraveau dar vida ao doce Happy Hogan, e neste filme não é diferente.

É o personagem, inclusive, que melhor consegue abordar o luto por Tony Stark e destacar a inteligência de Peter, por vezes ofuscada pela inocência adolescente.

Se Ned pareceu um pouco desnecessário neste filme, Happy com certeza não foi.

Vale a pena ver, vale muito!

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Como sucessor de Vingadores: Ultimato e último filme da Fase 3 do Universo Cinematográfico Marvel (MCU), Homem-Aranha: Longe de Casa chega aos cinemas mundiais sob o peso de muitas expectativas. Mas o exagero todo sobre o filme ser uma cena pós-créditos de Vingadores não é verdade.

O segundo longa da nova franquia tem identidade própria e se sustenta muito bem sozinho. Este não é um filme dos Vingadores, é um filme do Homem-Aranha. E isso é bom. Vá ao cinema esperando isso e você não vai se decepcionar.

Cenas de ação de tirar o fôlego (mesmo!), momentos que prometem mexer com as emoções dos fãs dos quadrinhos, atuações memoráveis de Tom Holland e Jake Gyllenhaal e uma cena pós-créditos que deixa o espectador com vontade de ver o terceiro filme da saga imediatamente provam que o Homem-Aranha do MCU veio para ficar, e deve ter uma trajetória tão grande nos próximos anos quantos os rumores apontam.

Peter Parker é o próximo Homem de Ferro, peso que tantos tentam colocar em seus ombros neste filme? Não. Ele é o próximo Homem-Aranha. E isso é ótimo!

Homem-Aranha: Longe de Casa chega aos cinemas hoje, 4 de julho.

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