Crítica Godzilla II: Rei dos Monstros | Uma experiência passável

Depois de sair da sala do cinema, a questão que nos fica na cabeça após visualizar Godzilla II: Rei dos Monstros é: será que algum dia veremos um bom filme sobre o Rei dos Monstros? Esta sequência tinha todo o potencial, o que, contudo, acabou por ser desperdiçado.

Mais uma vez Hollywood falha redondamente ao tentar recuperar a mística dos antigos filmes japoneses, optando por seguir uma fórmula completamente previsível.

Ficam os efeitos especiais, que foram uma grande aposta da Warner Bros para este filme e que são verdadeiramente impressionantes na sua escala.

Faltou profundidade

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Se o filme Godzilla (2014) foi amplamente criticado pelo tempo que demorou até vermos o Rei dos Monstros na telona, em Godzilla II: Rei dos Monstros o realizador Michael Dougherty não desperdiçou tempo e passou logo para a ação.

Basicamente, o diretor decidiu revelar todos os truques que Godzilla poderia utilizar, mostrando batalhas visualmente impressionantes.

Mas um filme com um personagem tão icônico não pode se centrar unicamente na vertente espetacular das batalhas, sendo necessário criar uma ligação forte entre o monstro e os demais personagens, algo que quase não existe neste longa. O roteiro é previsível e sem qualquer tipo de profundidade.

Elenco é secundário

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Apesar de o filme ter p Godzilla como ponto central, o monstro deveria ser o elo de ligação entre todos os personagens, criando assim uma trama densa, captando a atenção do espectador.

Em Godzilla II: Rei dos Monstros, porém, sentimos que nada disso acontece, e que o elenco tem um papel completamente secundário. Isso é uma pena, pois existem personagens com muito potencial, em particular a interpretada pela jovem atriz Millie Bobby Brown (Stranger Things).

Parece que o diretor Michael Dougherty desejou apenas entregar um forte espetáculo visual, deixando todo o resto para segundo plano e isso é uma pena.

Incoerência perturbadora

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O filme se centra em ação, explosões e cenas de luta entre Godzilla e os outros Titãs. Apesar de visualmente espetacular, traz pouca essência e acaba por ser um projeto sem qualquer tipo de conteúdo, deixando o espectador com uma sensação de que tudo ficou aquém.

Existem esforços para tecer algumas pontes com assuntos importantes e atuais - como as alterações climáticas e os papéis dos atuais governos mundiais na vida do cidadão comum - mas tudo isso acaba por parecer forçado e sem grande enquadramento.

A trama não é horrível, mas é apenas mais um filme que, apesar dos seus esforços, vai cair no esquecimento dos espectadores em muito pouco tempo.

Visualmente incrível

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O que o filme não tem em roteiro e em dinamismo dos seus personagens ele tem em efeitos especiais e visuais verdadeiramente espetaculares.

Godzilla II: Rei dos Monstros é um verdadeiro banquete para os olhos de qualquer fã do personagem, com batalhas incríveis e com todos os monstros sendo retratados de forma espetacular. Destaque ainda para a fluidez de movimentos de Godzilla que, em certos momentos, vai buscar claras influências nos antigos filmes Kaiju japoneses.

Se, para você, ver o Godzilla enfrentando os outros titãs numa tela de cinema é suficiente, então esta é uma experiência que não vai querer perder.

No fim, o filme vale o que vale e acaba por ser uma experiência bastante passável, não é uma produção memorável e nem mesmo o filme que os fãs desejariam, mas está longe de ser um desastre completo. Simplesmente, daqui a uns meses ninguém se vai recordar que Godzilla II: Rei dos Monstros existiu.

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